Dois anos se passaram desde a crise que derrubou o Governo do Distrito Federal e instaurou uma insegurança tanto política como jurídica que afetou todos os setores de Brasília. Agora, o escândalo no Ministério do Esporte ameaça a já frágil estabilidade do governador Agnelo Queiroz.
Para uma cidade que pleiteava abrir a Copa do Mundo Fifa de 2014, esse cenário não poderia ser pior. Obviamente a situação política do GDF pesou na decisão da Fifa de preterir a capital do País em favor de São Paulo. O primeiro jogo da Copa das Confederações e as sete partidas na Copa de 2014 são prêmios de consolação, sim. Honestamente, quem não trocaria tudo isso pela abertura da Copa do Mundo?
O correto teria sido, há exatos quatro anos, quando a Fifa anunciou a escolha do Brasil, no dia 30 de outubro de 2007, o GDF ter instalado um comitê apartidário para a Copa de 2014, formado por gestores das áreas de esporte, infraestrutura e transportes. Seria um grupo independente dos governadores que assumissem. Nem Arruda, Rosso, Agnelo ou qualquer outro mandatário teriam ingerência sobre o comitê.
Mesmo derrotada como sede da abertura da Copa, Brasília terá oportunidades de negócios e melhorias jamais vistas em toda sua jovem história. É a primeira vez que o Distrito Federal receberá eventos internacionais dessa envergadura. Configura-se um descalabro deixar que a política sepulte o trabalho sério de milhares de brasilienses.
Ainda é tempo de formar um comitê gestor competente e independente para tratar os temas referentes a esses dois grandes eventos esportivos. Falta apenas um ano e meio para começar a Copa das Confederações. Basta de tentativas e erros. O momento é de acerto. Se não atrapalhar, a política de Brasília já estará ajudando muito.
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